AMOR e ARTE TRANSCENDEM
Meu universo artístico manifesta a transcendência do encontro, o momento em que o físico se funde com as energias que nos impulsionam além do visível. Minha pesquisa investiga a dicotomia entre preto e branco não meramente como valores cromáticos, mas como representações da própria experiência humana. Luz e sombra não são opostos que se anulam, mas forças que esculpem o volume da existência; sem esse contraste, a vida seria plana, desprovida de profundidade e significado.
Nesse processo, a técnica da espátula emerge como um sopro, um espírito magnético que guia a criação. A fusão entre preto e branco gera nuances que ecoam no lobo frontal, estabelecendo uma conexão simbólica com as funções vitais do córtex pré-frontal.
A espátula, então, torna-se uma condutora: das mãos do artista à ação humana, traduzindo o processo individual em bondade entregue ao mundo. Mesmo sob o cerco das sombras e a rigidez do concreto social — aprisionada em amarras e correntes invisíveis — a essência humana se destaca através da purificação das emoções. Assim como o ouro precisa ser testado pelo fogo para atingir sua pureza máxima, o ser humano encontra no ouro sua libertação e seu brilho final.